Estresse, desigualdade e violência: qual o impacto na saúde nutricional e emocional das mulheres?

Estresse, desigualdade e violência: qual o impacto na saúde nutricional e emocional das mulheres?

saude_mulherEstresse, desigualdade e violência: qual o impacto na saúde nutricional e emocional das mulheres?

Neste mês de março, no qual se homenageia a mulher pelo seu dia, decidimos fazer uma reflexão sobre sua saúde e como está a qualidade de seus relacionamentos.

– Como se expõe as emoções hoje em dia?

– Qual a relação da mulher com a comida? Ou ainda, será que se está comendo os próprios sentimentos?

Infelizmente vemos todos os dias notícias de mulheres espancadas ou até mesmo assassinadas por seus companheiros. Vítimas de relacionamentos tóxicos e abusivos que às vezes duram muitos anos e podem acabar da pior forma possível.

– O que será que acontece para que uma pessoa não consiga denunciar, buscar ajuda? – Como é possível se manter em um ambiente violento e sob ameaça constante durante muito tempo?

Ouvimos mulheres dizendo que seus companheiros prometem mudar e se agarram a esse fio de esperança, ou mesmo se acham culpadas pela violência que sofrem.

Se você se identifica com o que foi dito acima ou conhece alguém que é vítima de violência, ligue para o 181 – Disque Denúncia.

E mesmo sem a questão da violência em casa, observamos que a mulher vem sofrendo constante estresse em seu cotidiano. Cuida da família, se esforça em dobro no trabalho pela luta por direitos iguais, e muitas vezes não tem ninguém para cuidar dela, para ouvi-la.

Nos últimos tempos, percebemos um alto índice de problemas alimentares, comer em excesso ou não comer. A relação com o alimento está muito ligada a como lida-se com os próprios sentimentos.

É comum uma pessoa angustiada “atacar a geladeira”, mesmo sem fome, na tentativa de abafar suas angústias ou até mesmo passar dias sem comer, pois se sente enjoada devido a algum problema que não está conseguindo resolver.

Pesquisas cada vez mais mostram o crescente número da violência contra a mulher e sua relação com a alimentação. Apesar de ainda escassos, os achados apontam uma relação positiva entre violência e baixo peso ou obesidade. Essa violência desencadearia uma série de agravos à saúde mental, que por sua vez afeta em um consumo excessivo ou falta de alimentos de alta densidade energética, redução da atividade física e estilos de vida.

Além do excesso de peso, poderá ocorrer o efeito contrário, como, baixo peso/desnutrição, variando conforme o grau de abuso pisicológico que irá refletir no desequilíbrio do corpo levando ao aumento do estresse, ansiedade e com isso, compulsão alimentar.

É possível também afirmar que o estresse crônico presente no dia a dia de uma mulher que vive essa situação pode levar a distúrbios do sono, abuso de álcool, drogas, tabagismo resultando em uma redução do consumo alimentar. Há casos em que a violência é tamanha, que, o parceiro acaba restringindo o acesso da parceira à alimentação. Um estudo feito na Índia com mulheres (total 747), concluiu positivamente o baixo peso ao abuso psicológico. O outro, baseado no Indian National Family Health Survey, com mais de 69 mil mulheres, mostra uma relação positiva entre desnutrição e violência física entre parceiros íntimos.

Esse fato de perda de peso é reforçado pela evidência de que o estresse aumenta a taxa metabólica basal e o gasto energético causando a perda de peso em indivíduos com uma ingestão calórica adequada ou limitada. O estresse crônico a que essas mulheres estão submetidas impede que elas ganhem peso, mesmo quando submetidas a uma alimentação desequilibrada, potencialmente hipercalórica e com a qualidade comprometida no que tange à oferta de alimentos.

É de extrema importância ficar atento aos sinais de violência e estado nutricional/psicológico que a pessoa está passando. Quando possível, converse com a pessoa e tente levá-la a um profissional.

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Autoras: Psicóloga Laura Cohen e a Nutricionista Marise Bard

Fonte de pesquisa: Artigo “Efeito da violência física entre parceiros íntimos no índice de massa corporal em mulheres adultas de uma população de baixa renda” – Scielo